sábado, 17 de outubro de 2009

loucura em publico











Maria Teresa Horta


Gozo I
Linho dos ombros
ao tacto
já tecido
Túnica branda
cingida sobre as
espáduas
Os rins despidos
no fato já subido
as tuas mãos abrindo a madrugada
Linho dos seios
na roca dos sentidos
a seda lenta sedenta na garganta
a lã da boca
cardada
no gemido
e nos joelhos a sede
que os abranda
Linho das ancas
bordado
de torpor
a boca espessa
o fuso da garganta



Gozo II
Desvia o mar a rota
do calor
e cede a areia ao peso
desta rocha
Que ao corpo grosso
do sol
do meu corpo
abro-lhe baixo a fenda de uma porta
e logo o ventre se curva
e adormece
e logo as mãos se fecham
e encaminham
e logo a boca rasga
e entontece
nos meus flancos
a faca e a frescura
daquilo que se abre e desfalece
enquanto tece o espasmo o seu disfarce
e uso do gozo
a sua melhor parte



Gozo IV
Que tenhas de mim
o contorno incerto
acertado nas linhas do
teu corpo
os dentes nos lóbulos e no pescoço
os lábios
a língua a cobrirem os ombros



Gozo V
Vigilante a crueldade
no meu ventre
A fenda atenta
e voraz
que devora o que é
dormente
a febre que a boca
empresta
a vela que empurra o vento
a vara que fende
a carne
a crueldade que entende
o grito sobre o orgasmo
que me prende e me desprende


Gozo VI
São de bronze
os palácios do teu sangue
de cristal absorto
ensimesmado
São de esperma
os rubis que tens no corpo
a crescerem-te no ventre
ao acaso
São de vento - são de vidro
são de vinho
os líquidos silêncios dos teus olhos
as rutilas esmeraldas que
sozinhas
ferem de verde aquilo que tu escolhes
São cintilantes grutas
que germinam
na obscura teia dos teus lábios
o hálito das mãos
a língua - as veias
São de cupulas crisálidas
são de areia
São de brandas catedrais
que desnorteiam
(São de cúpulas crisálidas
são de areia)
na minha vulva
o gosto dos teus espasmos



Gozo VIII
Em cada canal
a sua veia
o veio que entumece
no fundo da sua teia
Em cada vento
o seu peixe
no tempo que a água tenha
sedosa na sua sede
viciosa em sua esteira
Da seda
o tacto e o suco
dos lábios à sua beira
como se fosse um beiral
do corpo
p'ra língua inteira
ou o lugar para guardar
o punhal
que se queira
Em cada punho
o seu ócio
um cinzel
de lisura
com a doçura do pranto
da prata e bronze
a secura
O travesseiro não apoia
as pernas já afastadas
mas ajusta as ancas dadas
Escalada
que se empreende na pele das tuas nádegas
Em cada corpo há o tempo
no gozo da sua adaga
Mas só no teu há o espasmo
com que o teu pênis
me alaga



Gozo IX
Ondula mansamente a tua língua
de saliva tirando
toda a roupa...
já breves vêm os dias
dentro de noites já
poucas.
Que resta do nosso
gozo
se parares de me beijar?
Oh meu amor...
devagar...
até que eu fique louca!
Depois... não vejas o mar
afogado em minha
boca!



Gozo X
São de alumínio
os flancos
e de feltro a língua
de felpa ou seda
a abertura incerta
que cede breve a humidade
esguia
presa no quente do interior
da pedra
Ou musgo doce
de haste sempre dura
de onde pendem seus dois mansos frutos
que a boca aflora e os dentes prendem
a tatear-lhes
o hálito e o suco



Gozo XI
Conduzes na saliva
um candelabro aceso
um chicote de gozo
nas palavras
E a seda do meu corpo
já te cede
neste odor de borco em que me abres
Sedenta e sequiosa
vou sabendo
a demorar o tempo que se espraia
ao longo dos flancos que vou tendo
as tuas pernas
vezes teu ventre
A tua língua
vezes os teus dentes
na pressa veloz com que me rasgas



Gozo XII
São tuas as pálpebras
dos meus dias
tal como a laranja do lago
estagnado
é a lua do lago ao meio dia
quando o sol dos ombros está
rasgado
São teus os cílios
que as noites utilizam
é tua a saliva dos meus
braços
é teu o cacto que no ventre
incerto
debruça levar os seus
orgasmos
Não tenho mais que te dizer
das coisas
que tudo o mais te faço eu
deitada
enquanto sentes que o teu corpo
cresce
por dentro do mundo
na minha mão fechada


A Voz
Da tua voz
o corpo
o tempo já vencido
os dedos que me
vogam
nos cabelos
e os lábios que me
roçam pela boca
nesta mansa tontura
em nunca tê-los...
Meu amor
que quartos na memória
não ocupamos nós
se não partimos...
Mas porque assim te invento
e já te troco as horas
vou passando dos teus braços
que não sei
para o vácuo em que me deixas
se demoras
nesta mansa certeza que não vens.


Joelho
Ponho um beijo
demorado
no topo do teu joelho

Desço-te a perna
arrastando
a saliva pelo meio

Onde a língua
segue o trilho
até onde vai o beijo

Não há nada
que disfarce
de ti aquilo que vejo

Em torno um mar
tão revolto
no cume o cimo do tempo

E os lençóis desalinhados
como se fosse
de vento

Volto então ao teu
joelho
entreabrindo-te as pernas

Deixando a boca
faminta
seguir o desejo nelas.

sábado, 26 de setembro de 2009

boca caliente

(...)

Já dei dicas de como chupar mulheres aqui, mas hoje o papo é boquete, a preferência sexual da maioria dos homens, não é mesmo? Atire a primeira pedra aí quem não já foi vítima daquela mão empurrando a cabeça para baixo ou quem já não empurrou (risos)?

Tem muito homem que reclama que a parceira faz cara feia, tem nojo, faz de má vontade, enfim, diz que não gosta e não faz… Mas que eles gostam muito, isto ninguém pode negar.
O ideal é que a mulher goste de chupar, que faça com gosto como se estivesse chupando sua fruta ou sorvete prediletos com muita volúpia e apetite.

Então vamos lá?
Prá começar, pegue no pau como dona do pedaço, sem nojinhos, admire e saboreie, começando com suaves lambidas em toda sua extensão, demonstrando o quanto ele é gostoso. Traga-o delicadamente em sua direção e deixe sua língua deslizar de baixo para cima, começando pelas bolas e subindo… Envolva a ponta do pau com os lábios relaxados (nada de “boca dura”, please!), sugando de leve, depois deslize a língua bem maleável e molhadinha, fazendo círculos em torno da cabecinha. Tem também um outro lugarzinho, logo abaixo, chamado “freio”, bastante sensível, que não deve ser esquecido; é muito gostoso vibrar um pouco a língua sobre este ponto num misto de firmeza e suavidade, intercalando com umas lambidas em torno da cabecinha. Ele vai delirar!

Outra coisa gostosa de se fazer é pegá-lo apenas com a boca (sem tocar com as mãos), ir engolindo lentamente para depois voltar à ponta da cabecinha, repetir lentamente com bastante suavidade e um pouco de pressão, aos poucos ir aumentando a velocidade do vai-e-vem e finalmente ajudar com as mãos molhadas pela saliva numa mistura de punheta e boquete, não esquecendo de usar bastante a língua durante a chupada. Infalível… gemidos e pedidos de “mais mais” vão acontecer!

Não se esqueça que sexo oral não deve ser monótono, varie os movimentos, sugue e ao mesmo tempo acaricie com a ponta da língua ou com a polpa dos lábios bem molhados. A textura do interior dos lábios é muito macia e aveludada, e a mistura dessa pele lisinha e molhada com a cabeça do pau produz sensações eletrizantes que deixam os homens loucos!

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Outra dica é pressionar, durante a chupada, todo o pau com sua boca e língua, evocando a pressão que sua xota faria se ele estivesse dentro dela. Provoque-o! Pense que sua boca, língua e mãos podem operar maravilhas, mas não deixe os dentes estragarem a festa.
Mas não pense só no pau, interaja com seu homem, olhe para ele, mostre todo tesão que sente.

Garganta profunda não é prá qualquer uma, mas se quiser “engolir” todo, a melhor posição seria deitar com a cabeça numa posição que deixe a garganta em linha reta com a cavidade bucal, isso evita a ânsia de vomitar que atrapalha bastante. Geralmente os homens adoram a sensação da cabeça do pau tocando a garganta.

Agora a polêmica: engolir o gôzo ou não? Engolir pode ser um risco se não conhecemos a pessoa. Muitas mulheres não suportam o sabor, já outras, adoram. O ato em si, no meu ponto de vista, envolve intimidade. Enfim, duvidas à parte, engolir é um fetiche poderoso, todo homem delira quando a mulher engole seu gôzo.

E finalmente, sexo seguro sempre, pois embora seja raro, a transmissão de DST’s e HIV pode acontecer durante o sexo oral (feridas na boca e no pau, engolir o sêmen).
Se não for um parceiro fixo, proteja-se, use camisinha com sabor e boas chupadas! !


Urban | EROTI-CIDADES

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

A Rosa

... A Rosa ...
No alto daquele cume
Plantei uma roseira
O vento no cume bate
A rosa no cume cheira.

Quando cai a chuva fina
Salpicos no cume caem
Formigas no cume entram
Abelhas do cume saem.

Quanto cai a chuva grossa
A água do cume desce
O barro do cume escorre
O mato no cume cresce.

Quando cessa a chuva
No cume volta a alegria
Pois torna a brilhar de novo
O sol que no cume ardia

Bocage

vyk de Hägar

(...) encostei no cuzinho que ja piscou ao primeiro contato...
mas o gengibre tava grosso demais... e eu nem tinha colocado ele inteiro e ja ardia
peguei a faquinha e diminui um pouco...e o cuzinho ja ardendo
marquei os minutos de novo e enfiei todinho que encaixou como um plug
os primeiros 4 minutos ....os mais dificeis
ardeu pra caramba...esquentou queimou...nossa quis tirar...
é forte intenso o ardor!
segurei....fechei os olhos lembrei do Dono me olhando...
respirei, suspirei...soltei alguns gemidos...
e aos poucos bem devagar foi amenizando...
parte do ardor dando lugar a uma certa refrescancia
(não creio nisso) pisquei os olhos algumas vezes...
to sentindo isso mesmo??
quente, ardido e refrescante?
ahhhh que sensação deliciosa no cuzinho...
ainda voltou a queimar novamente e eu levei a mão na bucetinha pra tirar
o clamp de dentinhos...ela estava ensopada escorrendo muitoooo
toda inchada de desejo e tesão...
de 4 dei uma volta pela casa com o gengibre enfiado no cuzinho
fui lavar o plug com vibro....e enterrei ele na buceta quente
tão quente quanto o cuzinho cheio pelo gengibre
gozei tanto...mas tanto que sem sei explicar
como foi o orgasmo que tomou meu corpo
sentia espasmos pela bucetinha e cuzinho...deliciaaa!
(...)

vyk de Hägar

http://escravasubmissa.blogspot.com/

sábado, 19 de setembro de 2009

Gengibre











Figging é uma prática de tortura física, pouco conhecida, que consiste em inserir uma raiz de gengibre no anus da peça. Talvez com a variedade de produtos químicos, que hoje temos a mão, que “simulam” a sensação de ardência causada pelo gengibre, explique o pouco conhecimento acerca do figging. Apesar da controvérsia acerca da origem desta pouco conhecida prática, existem registros inequívocos de seu uso na Era Vitoriana. É de conhecimento geral que na chamada Era Vitoriana, várias práticas, jogos e “brincadeiras” eróticas eram experimentadas entre quatro paredes (gente finíssima). O “canning” ,que era usado como forma de punir as mulheres “infiéis”, foi elevada a condição de prática erótica na mesma “animada” Era Vitoriana. Tudo indica que o gengibre era usado durante o canning para evitar que a pessoa punida retesasse a bunda durante o castigo. Retesar a bunda enquanto uma raiz de gengibre esta em seu anus causa uma sensação intensa de ardência.

Em algum momento as práticas se separaram e o figging se tornou um castigo por si só. Eu o pratico já a alguns anos e consegui converter muitos subs à prática. Apesar de não ser muito difícil de praticar, alguns cuidados são necessários assim como alguma preparação. Então vamos ao mundo do figging, o gengibre é facilmente encontrado em feiras e supermercados, é uma raiz de tubérculo pequeno e se parece com uma mão. Procure por raízes inteiras (“mãos”) pois é necessário que sirva como um plug, pedaços pequenos demais (“dedos”) não servem.


Compre a maior “mão” que encontrar, mantenha-a guardada em um lugar fresco e seco até o uso. Quanto mais fresca a raiz mais forte seu efeito, a menos que você saiba envelhecê-la de forma correta (abordarei isso depois). A posição mais adequada para a peça ser seviciada ao figging é deitada de bruços, amarrada com a bunda empinada. Eu particularmente gosto de deixar a peça acompanhar a preparação da raiz de gengibre, pois a expectativa já é uma tortura especialmente se a peça estiver passando pelo figging pela primeira vez. Agora deve pegar a “mão” de gengibre e cortar um pedaço de forma a imitar um plug ou um pequeno dildo, de forma que fique um pedaço longo uniforme e o mais firme possível. Feito isso remova a camada externa do gengibre como se descascasse uma cenoura, deixe tudo bem liso e uniforme removendo o mínimo possível da parte interna da raiz. Não tenha pressa nessa hora, mergulhe o gengibre em água gelada enquanto descasca, ajuda a manter a rigidez, o aroma é muito peculiar e agradável à maioria das pessoas. Agora, cuidadosamente faça um corte no primeiro terço do gengibre em toda a circunferência, de forma a criar um sulco (exatamente como um plug anal) que servirá como encaixe para o esfíncter. Cuidado para não cortar muito fundo e deixar o gengibre muito frágil.


Não esqueça de mergulhar o gengibre em água gelada de vez em quando, para facilitar o procedimento, e use a água como lubrificante na hora de introduzi-lo na peça. NÃO use qualquer outro lubrificante para introduzir o gengibre na peça, pois ele agiria como uma camada isolante dos efeitos do mesmo. A introdução deve ser lenta, delicada e gradual, use a água como lubrificação e NÃO TENHA PRESSA. Se a peça tiver experiência com atividades anais é ainda mais fácil, enfim introduza até que o anus da peça se acomode a raiz e o esfíncter trave-a lá dentro e se feche no sulco exatamente como um plug. A melhor coisa do gengibre é que ele leva algum tempo para agir, o que facilita na hora da introdução, o efeito é retardado, aproveite para lavar as mãos evitando qualquer incidente involuntário com seus olhos ou os da peça. Agora se acomode confortavelmente e espere o gengibre começar a agir, a maioria dos subs não conseguem segurar alguma expressão sonora quando o efeito começa.


A reação vai depender de vários fatores, da resistência da peça, do tamanho e do frescor do gengibre para alguns lembra o efeito de gelol para outros beira o insuportável. Para intensificar o efeito aperte as duas bandas da bunda e segure-as bem juntas por uns 2 minutos. Isso com certeza deixará as coisas mais quentes mesmo para as peças mais resistentes. O efeito dura por aproximadamente 20 minutos, depois desse tempo a intensidade diminui drasticamente, isso é que é legal no figging, por mais intenso que o efeito seja você não corre o risco de lesar a peça e depois de retirado o gengibre a sessão pode seguir seu curso sem maiores problemas.


Outra vantagem do gengibre em comparação a outras substâncias que causam ardência é o efeito afrodisíaco que ele exerce em algumas pessoas. Já tive submissas que imploravam para que eu colocasse o gengibre em suas vaginas pois isso as deixa muito excitadas, o contato com o clitóris ajuda muito na facilitação do orgasmo, corte uma rodela da parte mais mole da raiz e coloque diretamente sobre o clitóris mantenha a rodela no lugar até que o efeito comece. Combine esta técnica com o “plug de gengibre” e se divirta.

Master Michael ©