quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Deixa-me possuir-te!







Deixas-me tomar as rédeas, agora?
Posso arrancar-te a camisa, desapertar-te as calças e pôr-te à minha mercê?
Se me deixares controlar, eu prometo que te levo ao espaço num segundo...
Pedir-te ei que feches os olhos, vendar-te-ei e tu entregar-te-ás a mim como nunca o fizeste. Vou atar as tuas mãos e não me poderás tocar. Vou beijar a tua boca, como eu quiser, pelo tempo que eu quiser, como me apetecer... e tu vais desesperar.
Vais ansiar para que eu te desamarre, te destape para me poderes ver, mas serei eu quem tudo fará. E tudo farei para me certificar que és meu.
Vou passear os meus mamilos pelos teus lábios e brincarei com eles e a tua língua, enquanto eu própria me sentirei vulnerável e desejosa de mais... Quando me sentir molhadinha, vou posicionar-me estrategicamente e colocarei a minha ratinha ao alcance da tua boca. Com a tua língua, vais saborear-me, vais introduzi-la dentro de mim e vais-me fazer suspirar. Eu contorcer-me-ei à medida que me lambes, soltarei os meus gemidos que tão bem conheces, porque me virei (demore o tempo que demorar) na tua boca.
E tu beberás o meu mel.
Então, rendida ao prazer que tu me dás, acederei aos teus pedidos e soltar-te-ei.
Aí só espero que tu me faças o mesmo. Sem medos, inibições, nem pressas.
No momento em que entrares dentro de mim, sexo no sexo, o UNIVERSO inteiro vai saber, porque a energia será tal que só um amor como o nosso consegue uma explosão assim!


Felina

sábado, 8 de janeiro de 2011

O Primeiro Show

Depois do banho sentei-me na cama e olhei-me no espelho. Aquela noite estava apenas começando. Coloquei a roupa que já tinha escolhido. Brincos, colares e anéis. A maquiagem no rosto e aquele perfume que ele adorava.
O mesmo bar de todos os sábados. Sentei-me e percebi que ele já estava ali. Observando-me como se fosse a primeira vez. Seu olhar me atraiu, já sabia seu plano para aquela noite. O segui até o banheiro.
“Qual seu nome?”.
“Hoje sou Afrodite”.
“Prazer, hoje sou Dionísio”.
Entramos no banheiro masculino, ele fechou a porta e me segurou contra a parede. Suas mãos grandes me apertavam e rapidamente já estavam dentro da minha blusa. Pude senti-lo acariciar meus seios enquanto sua boca me enlouquecia com sussurros ao pé do ouvido.
Suas mãos escorregaram e delicadamente abriram minha saia. Colocou-me em cima da pia e quando menos esperava sua língua já percorria minha boceta. Ele sabia o que estava fazendo. Eu só queria ser dele.
Bruscamente ele se levantou e me tomou no colo. Puxou meus cabelos.
“Adorei seu perfume”.
Minhas pequenas mãos tiraram a camisa que ele usava e passearam por todo seu corpo. Sua calça já estava aberta quando o toquei com minhas mãos geladas.
“Minhas mãos são geladas”.
“Tenho certeza que a sua boca não é”.
Mas não quis dar o que ele queria. Ainda não. Ele segurou-me e beijou. Um beijo quente com o gosto de boceta que ele ainda tinha nos lábios.
Penetrou então. Gemi silenciosamente naquele banheiro, enquanto ele suado me beijava. Suas mãos me apertavam e eu sabia que iríamos gozar.
 A cada movimento queria ser mais dele e menos minha. Gozei. Ele também.
Nos embriagamos em um último beijo molhado e discretamente saímos. Fui embora logo em seguida dele para o encontrar em nossa casa e terminar o que tínhamos começado.


 Retirado do blog,

O Primeiro Show

la postado por Dionisio

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

CALÍGULA CAMUS

CALÍGULA- E quem te disse que não sou feliz?

CESÓNIA- A felicidade é generosa. Não vive de destruições.

CALÍGULA- Então é porque há duas espécies de felicidade, e eu escolhi a dos assassinos. Porque sou feliz. Houve um tempo em que pensei atingir o limite da dor. Pois bem: pode-se ir mais longe ainda! No fim dessas paragens existe uma felicidade estéril e magnífica. Olha-me: (Ela olha-o.) Eu rio-me, Cesónia, quando penso que, durante anos e anos, Roma inteira evitou pronunciar o nome de Drusilla. Porque Roma se enganou durante anos e anos. O amor não me basta: é isto que acabo de compreender. É isso que eu vejo hoje mesmo, ao contemplar-te. Porque amar alguém, é aceitar envelhecer com esse alguém. Eu não sou capaz desse amor. Drusilla velha, seria bem pior que Drusilla morta. Julga-se que um homem sofreu porque lhe morreu um dia o ser amado. Mas o seu verdadeiro sofrimento não é tão fútil: é perceber que nem sequer o desgosto dura! Até a dor não faz sentido.
Bem sabes que não tinha desculpas, nem mesmo a sombra de um amor, nem a amargura da melancolia. Não tenho alibi. Mas hoje, eis-me ainda mais livre do que há anos era, liberto que estou da memória e da ilusão. (Ri apaixonadamente.) Sei que nada dura! Oh! Saber isto! Fomos só dois ou três, na história, que tivemos a verdadeira experiência disto, que pudemos atingir esta felicidade demente. Cesónia: seguiste, até ao fim, uma tragédia bastante curiosa. É tempo de cair sobre ti a cortina. (Passa dee novo por trás dela e passa-lhe o antebraço à volta do pescoço.)

CESÓNIA, apavorada- A felicidade é, portanto, essa liberdade espantosa?

CALÍGULA, apertando-lhe a pouco e pouco o pescoço- Podes ter a certeza, Cesónia. Sem ela, eu teria sido um homem satisfeito. Graças a ela conquistei a divina clarividência do solitário. (Exalta-se cada vez mais, estrangulando Cesónia a pouco e pouco, enquanto ela se abandona sem resistir, com as mãos abertas para a frente; e fala-lhe debruçado sobre o ouvido.) Vivo, mato, exerço o poder delirante do destruidor, ao pé do qual o do Criador parece uma macaquice. É isso ser feliz. É isso a felicidade, essa insuportável libertação, esse desprezo universal, o sangue, o ódio em meu redor, esse isolamento sem par do homem que põe toda a sua vida diante de si, a alegria desmedida do assassino impune, essa lógica implacável que rebenta as vidas humanas (ri), que te destrói, Cesónia, para perfazer, enfim, a solidão eterna que desejo.

(...)

CALÍGULA- À história, Calígula, à história!

(O espelho quebra-se e, nesse instante, entram por todas as portas os conjurados, em armas. Calígula faz-lhes frente, com um riso de louco. O Velho Patrício fere-o pelas costas e Cherea em pleno rosto. O riso de Calígula transforma-se em soluços. Todos o ferem. Num último soluço, Calígula, rindo e estrebuchando, grita:)

CALÍGULA- Ainda estou vivo!


Albert Camus

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Henry & June, trecho de 08

Henry tem me amado; ah, eu sou o seu amor. Tenho tudo que poderia ter dele, as camadas mais secretas de ser, tais palavras, tais sentimentos, tais olhares, tais carícias, cada uma delas chamejando para mim unicamente. Tenho-o sentido embalado por minha suavidade, exultante com meu amor, apaixonado, possessivo, ciumento. Tenho crescido para ele, não fisicamente, mas como uma visão. Do que ele se lembra mais vividamente de nossos momentos juntos? A tarde em que permaneceu sobre o sofá em meu quarto enquanto eu terminava de me vestir para um jantar, com meu vestido oriental verde-escuro, perfumando-me, e ele, tomado de uma sensação de viver um conto de fadas, com um véu entre ele e eu, a princesa! É disso que ele se lembra enquanto estou deitada com o corpo quente em seus braços. Ilusões e sonhos. O sangue que ele derrama dentro de mim com gemidos de prazer, as mordidas em minha carne, meu odor em seus dedos, tudo isso desaparece diante da potência do conto de fadas.


Anais Nin, trecho de Henry & June

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Nua






Quando ele sentou na cama e disse: “Fica nua pra mim…”, eu senti umedecer entre as pernas. Nunca entendi como este ato de desnudar-me diante de outra pessoa pode me excitar tanto. Não sou a mulher mais linda, nem a dona do corpo mais escultural, os seios já se encontram flácidos e a barriguinha indecente teima em pronunciar-se. No entanto, quando me desnudo em uma relação a dois, o faço completamente. Não há reserva, não há vergonha, nua exponho mais que meu corpo, mostro a minha alma. E assim, sou muito mais eu!


http://www.avidasecreta.com/

sábado, 4 de dezembro de 2010

bundas gostosas







Memorias de uma gueixa

Adversity is like a strong wind. It tears away from us all but the things that cannot be torn, so that we see ourselves as we really are.



Memorias de uma gueixa

Uma espiã na casa do amor (trechos)

"Nas múltiplas peregrinações de amor, ela era ágil em reconhecer os ecos dos desejos e amores maiores.Os grandes amores, especialmente se não tivessem tido morte natural, jamais morriam por completo e deixavam reverberações. Uma vez interrompidos , rompidos de maneira artificial , sufocados acidentalmente , eles continuavam a existir em fragmentos separados e infinitos ecos menores.
Uma vaga semelhança física, uma boca quase similar , uma voz levemente parecida , alguma partícula de caráter , emigrariam para um outro que ela reconhecia de imediato em uma multidão , em uma festa, pela ressonância erótica que despertava.


O desenho semelhante de uma boca era suficiente para retransmitir a corrente de sensações interrompidas , para recriar um contato por meio da receptividade passada, qual canal que conduz perfeitamente apenas parte do êxtase anterior através do canal dos sentidos , incitando vibrações e sensibilidades outrora despertadas por um amor total ou um total desejo por toda personalidade.
Tudo que tivesse sido arrancado do corpo , assim como da terra , extirpado violentamente , cortado, deixava debaixo da superfície raízes muito ilusórias, muito vivas , todas prontaspara medrar de novo sob uma associação artificial , por meio de um enxerto de sensações , dando nova vida a esse transplante de memória.

Anais Nin



sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

My hands flat against ....


Because it’s your turn to feel my hands on you.  Now just relax, Lover.  Feel my hands as they stroke over your hard muscles.  Fingers working out that pent of tension.  My lips press against your neck, teasing you with kiss.  I drag my nails down your back, smiling as you shiver.  My hands flat against you as they stroke up again. I feel your body begin to heat beneath me.  I can’t help but rub my hips down against your thighs, knowing you’ll feel my wetness. Grinning wickedly as my hands move down to that hard ass.  Gripping tight as I rub and stroke. Your hips lifting upwards. A tease as I draw a finger along the dark crevice.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

A arte de fazer sexo anal








A primeira parte já está, já conversou com a sua parceira, e já decidiram experimentar o mundo do sexo anal. Decidiram aumentar o vosso universo sexual com a adição do sexo anal à vida sexual. Agora falta um pouco de adaptação, o sexo anal é um pouco mais limitativo nas posições sexuais possíveis. Mas nada de preocupação! Existem algumas possibilidades….
Notas importantes:

Certifique-se que a sua parceira está relaxada e segura deste novo passo na vossa vida íntima.

É importante ter em mente que ao iniciar o sexo anal, não vai poder alternar entre a vagina e o ânus. O ânus contém bactérias que podem causar grandes infecções na vagina. Por isso, mesmo que brinque com os dedos no ânus, ou com o pénis, jamais deve de seguida colocá-lo em contacto com a vagina! Para poder alternar entre o ânus e a vagina deverá utilizar preservativos e muda-los sempre que mudar o local da penetração.

É também de extrema importância que quando estiver a penetrar o ânus de uma mulher, siga as indicações dela, e o faça suavemente, de acordo com as instruções que a mulher lhe vai dando. É importante que a mulher esteja relaxada para que a penetração seja algo de agradável. Lembre-se que a segurança vem sempre em primeiro lugar embora o sexo anal não engravide, é transmissor de doenças sexualmente transmissíveis (DST’s).

E nada de fazer uma entrada “em grande”, prepare o corpo da mulher, faça-lhe carícias, estimule o seu clítoris, beije-a, massaje as nádegas e os seios, relaxe-a e excite-a.

Estas posições são válidas quer para o sexo anal quer para o vaginal, e agora as diferentes entradas:
Agachada

Deite-se de costas na cama e coloque a sua parceira sobre si como se ela o fosse montar. Mas em vez dela se colocar sobre os joelhos, ela agacha-se e ajuda a colocar o seu pénis dentro dela. Mantenha as pernas da sua companheira afastadas o mais possível, podendo ver o seu pénis a entrar e a sair.
Cadeira deitada

Esta posição é especialmente ideal para poder acariciar o clítoris da sua parceira enquanto a penetra. Na cama deite-se de lado, e coloque a sua parceira de costas para si. Dobre as suas pernas em 90º empurrando as da sua parceria. Levante a perna da sua parceira que não está apoiada, e penetre-a, ela pode continuar a manter a perna em cima enquanto você a satisfaz duplamente, acariciando-lhe o clítoris, enquanto a penetra.
Aperto

A mulher deita-se de barriga para baixo, as pernas abertas e os pés levantados no ar. Coloque-se em cima dela (entre as pernas da mulher), mas mantenha o seu troco levantado, colocando as suas mãos ao lado do tronco da mulher. Depois da penetração peça à sua parceira para apertara as coxas. Tente usar lentas e longas penetrações para um prazer maior.
Mangueira

A mulher inclina-se sobre uma cadeira, pousando os cotovelos. Enquanto você se coloca por detrás dela, coloque uma mão na cadeira e outra na anca da sua companheira. Levante uma das pernas dela e coloque-a acima da sua anca. Está na altura de a penetrar. Lembre-se que levantar mais ou menos a perna da sua parceira faz com que o ângulo da penetração mude.
Dobradinha

A mulher está de pé e de costas para si, você irá usar as suas mãos como apoio para se inclinar sobre ela e sobre uma mesa. Penetre-a enquanto coloca o seu peito encostado às suas costas (sem fazer peso), ou só colocar as suas mãos na cintura dela. A mulher pode colocar-se em bicos de pés e controlar a penetração, ou para se adaptar à sua altura.
Joelhos no peito

Esta é uma boa posição para a primeira relação de sexo anal. A mulher deita-se de costas e coloca uma almofada por debaixo das nádegas. Você coloca-se de joelhos e pega nas pernas da sua companheira e coloca-as junto ao seu peito (dobradas ou não), penetrando-a enquanto ela vai controlando a penetração com as pernas no seu peito.
Cão

A mulher fica de 4 em posição de cão. Você coloca-se atrás dela, coloca as suas mãos na cintura dela e levanta-a de maneira a que ela consiga colocar as pernas dela na parte de trás das suas coxas. Enquanto a penetra, ela pode usar os pés para controlar a penetração, mais ou menos profunda.


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