"Um homem escreve para destilar o veneno que acumulou devido à sua maneira falsa de vida. Está tentando recapturar sua inocência e no entanto tudo que consegue fazer (escrevendo) é inocular no mundo o vírus de sua desilusão. Homem nenhum colocaria uma palavra no papel se tivesse a coragem de viver aquilo em que acreditava. Sua inspiração é desviada na fonte. Se é um mundo de verdade, beleza e mágica que deseja criar, por que põe milhões de palavras entre si, e a realidade daquele mundo? Por que retarda a ação - a não ser que, como outros homens, o que realmente deseja seja o poder, a fama, o sucesso. "Os livros são ações humanas na morte", disse Balzac. No entanto, tendo percebido a verdade, ele deliberadamente entregou ao demônio o anjo que o possuiu."
Henry Miller
segunda-feira, 21 de abril de 2008
A caixa preta, trecho de
Da personagem Ilana, se referindo ao ex:
"Você foi e continua sendo meu marido. Meu senhor e mestre. Para sempre. E na vida após a vida, Michel",
Idem, se referindo ao atual marido:
"Segurará o meu braço para me conduzir ao altar para a cerimônia de casamento com você".
Ao ex:
"Como um cavaleiro que matou um dragão, escrevi há um momento. Mas não se apresse em comemorar. Sua arrogância é prematura, meu senhor: você é o cavaleiro louco que matou o dragão, e depois matou também a donzela e por fim destroçou também a si mesmo. Na realidade, você é o dragão.
E este é o momento mais delicioso para mim: revelar que Michel-Henri Sommo é muito melhor do que você na cama. Em tudo que se refere ao corpo, Michel foi muito bem dotado desde que nasceu.
Na verdade, não apenas Michel. Quase todos eles poderiam ter ensinado uma ou duas lições a você. Até o rapaz albino que era seu motorista no Exército: casto como um cabrito, talvez no máximo dezoito anos, culpado, assustado, mais submisso que talo de grama, tremendo todo, os dentes batendo, quase implorando que eu desistisse dele, quase em lágrimas, e de repente começou a esporrar antes sequer de me tocar, soltou um uivo de cachorrinho e, mesmo assim, Alec, no instante em que os olhos assustados do rapaz me lançaram um brilho puro de gratidão, de admiração, de adoração sonhadora, inocente como o canto dos anjos, isso fez meu corpo e o meu coração estremecerem mais do que você conseguiu em todos os nossos anos juntos."
Amos Óz
"Você foi e continua sendo meu marido. Meu senhor e mestre. Para sempre. E na vida após a vida, Michel",
Idem, se referindo ao atual marido:
"Segurará o meu braço para me conduzir ao altar para a cerimônia de casamento com você".
Ao ex:
"Como um cavaleiro que matou um dragão, escrevi há um momento. Mas não se apresse em comemorar. Sua arrogância é prematura, meu senhor: você é o cavaleiro louco que matou o dragão, e depois matou também a donzela e por fim destroçou também a si mesmo. Na realidade, você é o dragão.
E este é o momento mais delicioso para mim: revelar que Michel-Henri Sommo é muito melhor do que você na cama. Em tudo que se refere ao corpo, Michel foi muito bem dotado desde que nasceu.
Na verdade, não apenas Michel. Quase todos eles poderiam ter ensinado uma ou duas lições a você. Até o rapaz albino que era seu motorista no Exército: casto como um cabrito, talvez no máximo dezoito anos, culpado, assustado, mais submisso que talo de grama, tremendo todo, os dentes batendo, quase implorando que eu desistisse dele, quase em lágrimas, e de repente começou a esporrar antes sequer de me tocar, soltou um uivo de cachorrinho e, mesmo assim, Alec, no instante em que os olhos assustados do rapaz me lançaram um brilho puro de gratidão, de admiração, de adoração sonhadora, inocente como o canto dos anjos, isso fez meu corpo e o meu coração estremecerem mais do que você conseguiu em todos os nossos anos juntos."
Amos Óz
Anais Nin, in english and pôrtugues













“We have lost our minds – to June. Both you and I would follow her into death… at moments. She has destroyed reality. She has destroyed conscience. (You say you haven’t any – I say I haven’t any, but it is not so true about us as it is about June. Example: Why are you always so thoughtful of Hugh, so considerate?) June is not so bothered by truth. She invents her life as she goes along – she sees no difference between fiction and reality. How we love that in her – she takes the imagination seriously. At moments you want to follow June into death, but at others you react violently with a vigorous assertion of your own magnificent livingness. Unknowingly, you have been pushing me into the darkness. I didn’t need much pushing. One little word from you against mind… Do you understand? My being is breaking up, crumbling. I thought my reason for being was mind. I thought it too easy (at least for me) to be exalted, to live on the edge of death as June does, to give until death… the hardest thing is to stop suddenly, to stop because someone appeals piteously to your reason as to one’s greatest gift. I wanted, when someone turned pleadingly to me, to understand, lucidly. Pouvoir, au milieu de la folie, redevenir humaine et pitoyable. But every day I have less power to do so.
He who has the courage to hurt… for great reasons… he always does good. That is June. Someday I may share June’s madness entirely, entirely.
“Perdemos nosso juízo– para June. Ambos, você e eu, seguiríamos-na até a morte… nestes momentos. Ela destruiu realidade. Ela destruiu a consciência. (Você diz que vc não tem nenhuma – digo que eu não tenho nenhuma , mas isso não é tão verdade sobre nós como é sobre June. Por exemplo: Então considere, por que você é sempre tão pensativo sobre Hugh?
June não é tão perturbada pela verdade. Ela Inventa sua vida e segue em frente – ela não vê nenhuma diferença entre ficção e realidade. Como amamos isso em June – leva sua imaginação seriamente.
Às vezes, você quer seguir June até morte, mas em outros você reage violentamente com uma afirmação vigorosa de sua própria vivência magnífica. Inconscientemente, você tem empurrando-me para dentro da escuridão.
Eu não necessitei muito assim de um empurrão. Uma pequena palavra sua contra a mente… Você entende? Meu ser está sendo dividido ao meio, está desmoronando.
Pensei que minha razão de ser fosse minha mente. Pensei que fosse fácil(ao menos para mim) ser exaltado, viver na linha da vida e da morte como June faz, entregar-se até a morte… a coisa mais dura é parar repentinamente, parar porque alguém apela lamentavelmente a sua razão como a um presente maior.
Eu quis, quando alguém vem pleiteante a mim, entender, lucidamente. O Pouvoir, meio de au de la folie, humaine de redevenir et pitoyable[francês]. Mas a cada dia tenho menos força para fazer tanto. Ele é que tem a coragem de machucar… para grandes razões… ele sempre faz o bem. Isso é June.
Algum dia talvez eu possa compartilhar inteiramente, inteiramente a loucura de June. Questiono minha mente antes que se vá”.
Anais Nin
domingo, 20 de abril de 2008
RASGA-ME E ME CONSUMA!






Morda-me
Como fruta madura que sou
Suculenta
Que esquenta
Também apimenta.
Com meu sumo
Escorrendo pelos meios
Arqueio
Serpenteio
Te desnorteio
De teu corpo sou o anseio.
Quando quero tua boca
Muito louca
Sugando
Sorvendo
A língua entesando
Metendo
Como se a Mãe-Terra
Eu fosse
E tu como uma raiz
Retiras de mim
A seiva que necessitas
Para teu alimento
De ti sou o sustento.
Com minha fragrância perfumada
De orvalho estou banhada.
Barco sem rumo que és
Deixo seu mastro desaprumado
Desejando virar sobre meus pés
Enlouquecido
Espigado
Pronto para ser
Pelas minhas insinuantes ondas
Tragado.
Começas a fazer água
Querendo ir à pique
Meu rodamoinho
Te engole todinho.
Sou tua puta exclusiva
Que te cativa
Com feminilidade excessiva.
Rasgue-me
E me consuma
Antes que eu desapareça
De novo na espessa bruma!...
Graça da Praia das Flechas
Tu sabes






"Tu sabes que eu gosto de sentir as tuas mãos perigosas na loucura da minha pele."
Tu sabes, e somente tu sabes, os caminhos, os atalhos, as verdades do meu corpo...
Tu sabes, e de saber se fez possuidor e detentor de meus prazeres, meus orgasmos..
Tu fostes marcando, tatuando, dominando, ferro em brasa em minhas carnes..
Cortando, rasgando, dilacerando, torturando...
...ferro na carne, marcas na carne, cheiro de carne e eu..
Sentindo, doendo, chorando, adorando...
...carne na carne, prazer na carne, cheiro de carne e nós...
Atracados, amarrados, lambuzados, misturado um no outro.
ERHOS
Fogo



" Hay dias que no lo sei o que me passas",
tem dias q troco qualquer homem por bom prato de macarrão; mas tem dia...
Ontem foi um desses, amanheci com uma vontade que num passava, vontade de apertos, vontade de unhas, vondade de homem, homem a comer, homem a entrar, homem a bater, homem a socar, é uma dependencia, uma demência, uma fragilidade, é um olho q vira e mexe esta perdido entre as pernas de machos, e que sobe pra coxas e termina em ombros, quando chega à boca, a minha ja esta seca, querendo algo molhado, a sacia la, a enche la, hoje preciso, necessito, quero
Sou fêmea de desejos, gosto do exagero, de "mãos de ferro"," borracheiro, palavrões, quero tuas mãos firme presa meus cabelos, voce socado nos meus vãos, me chamando de sua puta, me rasgando com força, me matando de prazer, me amando de verdade,
"finuras" deixa pras senhoras, pra mesa, na cama eu quero mais é ser mulher, gozar...
SZZABOO
"Tudo que peço
"Tudo que peço da vida é um punhado de livros, um punhado de sonhos e um punhado de vulvas".::
Henry Miller, em Trópico de Câncer.
Henry Miller, em Trópico de Câncer.
" a idade de Cristo"
“Estava me aproximando do 33° aniversàrio, a idade de Cristo crucificado. Uma vida nova se estendia diante de mim. Tinha apenas a coragem de arriscar. Na verdade nâo havia nada para arriscar : eu estava no ùltimo degrau da escada, um fracasso em todo sentido da palavra.”
Henry Miller
Henry Miller
" Humano"
“ Nâo sou um santo, nem um deus, nem mesmo o apòstolo de uma nova ordem. Eu sou simplesmente um homem. Um escritor que escolheu a pròpria vida como sujeito, uma vida rica, alegre, apesar dos obstàculos, intempéries e convençôes. Espero que aquilo que eu digo, seja compreendido claramente, pois falando da minha vida eu falo da vida em geral. Eu amo a vida. Nâo considero que sejam os deuses, nem as circunstâncias que a tornam difìceis; somos nòs mesmos que a tornamos insuportàveis.”
Henry Miller
Trecho de um texto enviado a um juiz que quer colocà-lo na prisâo por divulgaçâo de pornografia
Henry Miller
Trecho de um texto enviado a um juiz que quer colocà-lo na prisâo por divulgaçâo de pornografia
sábado, 19 de abril de 2008
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