CALÍGULA, sentando-se e falando docemente- Não posso, Helicon, já não posso.
HELICON- Porquê?
- Se durmo, quem me dará a Lua?
Helicon, após uma pausa- É verdade. (Calígula levantou-se com um esforço visível.)
- Escuta, Helicon. Ouço passo e vozes. Cala-te e esquece que me viste.
- Entendido. (Calígula dirige-se para a saída. Volta-se.)
- E, se fazes favor, ajuda-me de hoje em diante.
- Não tenho razões para o não fazer, Caius. Mas, das muitas coisas que sei, poucas te interessam. Logo, em que posso eu ajudar-te?
- No impossível.
- Farei o possível.
(...)
- E quem te disse que não sou feliz?
- A felicidade é generosa. Não vive de destruições.
- Então é porque há duas espécies de felicidade, e eu escolhi a dos assassinos. Porque sou feliz. Houve um tempo em que pensei atingir o limite da dor. Pois bem: pode-se ir mais longe ainda! No fim dessas paragens existe uma felicidade estéril e magnífica. Olha-me: (Ela olha-o.) Eu rio-me, Cesónia, quando penso que, durante anos e anos, Roma inteira evitou pronunciar o nome de Drusilla. Porque Roma se enganou durante anos e anos. O amor não me basta: é isto que acabo de compreender. É isso que eu vejo hoje mesmo, ao contemplar-te. Porque amar alguém, é aceitar envelhecer com esse alguém. Eu não sou capaz desse amor. Drusilla velha, seria bem pior que Drusilla morta. Julga-se que um homem sofreu porque lhe morreu um dia o ser amado. Mas o seu verdadeiro sofrimento não é tão fútil: é perceber que nem sequer o desgosto dura! Até a dor não faz sentido.
Bem sabes que não tinha desculpas, nem mesmo a sombra de um amor, nem a amargura da melancolia. Não tenho alibi. Mas hoje, eis-me ainda mais livre do que há anos era, liberto que estou da memória e da ilusão. (Ri apaixonadamente.) Sei que nada dura! Oh! Saber isto! Fomos só dois ou três, na história, que tivemos a verdadeira experiência disto, que pudemos atingir esta felicidade demente. Cesónia: seguiste, até ao fim, uma tragédia bastante curiosa. É tempo de cair sobre ti a cortina. (Passa de novo por trás dela e passa-lhe o antebraço à volta do pescoço.)
CESÓNIA, apavorada- A felicidade é, portanto, essa liberdade espantosa?
CALÍGULA, apertando-lhe a pouco e pouco o pescoço- Podes ter a certeza, Cesónia. Sem ela, eu teria sido um homem satisfeito. Graças a ela conquistei a divina clarividência do solitário. (Exalta-se cada vez mais, estrangulando Cesónia a pouco e pouco, enquanto ela se abandona sem resistir, com as mãos abertas para a frente; e fala-lhe debruçado sobre o ouvido.) Vivo, mato, exerço o poder delirante do destruidor, ao pé do qual o do Criador parece uma macaquice. É isso ser feliz. É isso a felicidade, essa insuportável libertação, esse desprezo universal, o sangue, o ódio em meu redor, esse isolamento sem par do homem que põe toda a sua vida diante de si, a alegria desmedida do assassino impune, essa lógica implacável que rebenta as vidas humanas (ri), que te destrói, Cesónia, para perfazer, enfim, a solidão eterna que desejo.
(...)
- À história, Calígula, à história!
(O espelho quebra-se e, nesse instante, entram por todas as portas os conjurados, em armas. Calígula faz-lhes frente, com um riso de louco. O Velho Patrício fere-o pelas costas e Cherea em pleno rosto. O riso de Calígula transforma-se em soluços. Todos o ferem. Num último soluço, Calígula, rindo e estrebuchando, grita:)
- Ainda estou vivo!
Albert Camus trecho da peça Calígula
quinta-feira, 5 de junho de 2008
Desfrute a vida
"Portanto, vá, coma com prazer a sua comida e beba seu vinho de coração alegre, pois Deus já se agradou do que você faz... Desfrute a vida com a mulher a quem você ama, todos os dias desta vida sem sentido que Deus dá a você debaixo do sol; todos os dias desta vida sem sentido! Pois essa é a sua recompensa na vida pelo seu árduo trabalho debaixo do sol"
(Ec 9.7).
(Ec 9.7).
quarta-feira, 4 de junho de 2008
Meu homem





sua língua na buceta, cu, de quatro, a mera visão do seu pau duro, me tira do sério. sentir seu cheiro, provar sua saliva, agarrar seus cabelos, lamber seu peito... é tudo que eu desejo seu pau entrando pela primeira vez na noite na minha buceta é uma tortura delícia, tento sair do meu corpo e não sei onde me agarrar. me esfrego na parede, no chão, no lençol, e nenhum deles me devolve a esse mundo. me perco em raios de luz atravessando meu corpo, começando pela minha buceta cheia do seu pau, passando pela minha bunda, agarrada pelas suas mãos deliciosas, as minhas costas úmidas acariciadas por você. meus peitos duros sendo agarrados, roçando o lençol balançando quando você mete mais fundo. fecho os olhos, me concentro no prazer, nas suas mãos, no seu corpo, sua boca, sua língua, seu pau em contato com meu corpo. cada toque é uma descarga elétrica, uma luz, um botão apertado. gozo em cumes, em picos, em ondas, vêm e voltam, navego, bóio, me deixo levar pelo fluxo. seu ritmo me leva, me trás, controla. me entrego completamente, entrego meu mundo de luz das ondas do meu corpo e escuridão dos meus olhos fechados. minha boca pede mais, minhas mãos procuram onde se agarrar. ou procuram aumentar seu efeito: enfio meus dedos, lambuzo meu cu de saliva pra você comer de novo, nova onda de dor, prazer, seu pau entrando melado, gostoso, doloroso. não sei se grito, se gemo, se peço mais, mais. gozo mais e de novo, até cansar, até não aguentar mais. e nem sempre consigo ver você gozar, meus sentidos já estimulados demais, cansada. mas quando vejo, deliro de novo com a força do seu pau se derramando, quente, viscoso, cheiro de homem, gosto de fim
Lorelei
Trópico de Câncer fragmento 23




“Sou um homem livre - e preciso da minha liberdade. Preciso estar sozinho. Preciso meditar na minha vergonha e no desespero em retiro; preciso da luz do sol e das pedras do calçamento das ruas sem companheiros, sem conversação, frente a frente comigo, apenas com a música do meu coração como companhia. Que querem vocês de mim? Quando tenho algo a dizer, ponho-o em letra de forma. Quando tenho algo a dar, dou-o. Sua curiosidade indiscreta faz virar meu estômago! Seus cumprimentos humilham-me! Seu chá envenena-me! Nada devo a ninguém. Seria responsável somente perante Deus - se Ele existisse! "
Henry Miller
Ciúmes
“Penso agora em flores, sorrisos, desejo de mulher, e compreendo que todo o meu horror de morrer está contido em meu ciúme de vida. Sinto ciúme daqueles que virão e para os quais as flores e o desejo de mulher terão todo o seu sentido de carne e de sangue. Sou invejoso porque amo demais a vida para não ser egoísta... Quero suportar minha lucidez até o fim e contemplar minha morte com toda a exuberância de meu ciúme e de meu horror”.
Albert Camus
Albert Camus
terça-feira, 3 de junho de 2008
Minha delícia: ser tua presa






Minha delícia: ser tua presa. Sentir teu corpo tão mais forte, tão maior, subjugar minhas vontades, manear meus gestos, obrigar meu corpo. Sentir-te invadir meus becos, meus cantos, minhas frestas, preencher meus vazios, abrir caminhos entre minhas carnes, extrair meus fluidos, gemidos, separar meus lábios, te adonar de mim. Teu jugo se inaugura sempre novo em ritual de caça e saciedade onde me farejas, me intuis, me procuras e me possuis, onde lambes meus dedos, arranhas minha pele, feres meus ombros, imprimes em mim tua marca e fazes que eu me saiba tua, por puro instinto.
Ticcia
...e me afundo em tua boca...





Te beijo, mas mais que te beijar, te cheiro e o cheiro dos teus lábios atestam por onde andaram, impregnados dos meus desvios, das minhas fendas, dos meus líquidos. Brinco leve de roçar meu lábio no teu, de me arranhar na aspereza do teu queixo, enfiar a língua entre teus dentes, morder tua pele macia e de olhos fechados pressinto teu suspiro de animal rendido e me afundo em tua boca, mapeio teus sulcos, invado teu pálato, sugo tua saliva, me esfrego em teu rosto e me ofereço para que me devores.
Ticcia
"EU ABRI OS BOTÕES DE MINHA BLUSINHA..."
(...)
Ele me mordia o pescoço , tirei a saia, ele me arrancou a calcinha, me bolinava os peitos, fazia voltinhas devagar em meus biquinhos rijos, loucos de tanto desejo, os dois molhados, pingando...Ele então colocou de uma só vez na minha buceta encharcada, quando senti entrar, fui gozando como uma fêmea faminta e ele segurou um pouco e olhou no meu rosto, sentiu meus tremores, ele empurrou com força até o talo, eu gemia alto, salivava de tanto prazer ...Ele me vendo daquele jeito maluca, tesa, aberta, devassa, foi ficando louco de tesão me segurou na cintura e começou um entra e sai rápido e com muita força que eu não conseguia nem respirar de tanto fogo...Ele socava muito, trocou e foi na minha bunda ...Que sensação deliciosaaaa.... Ele sentou na cama e eu cavalguei ele gostoso, como louca, e eu dizia: “- Isso lindooooo....Faz assimmmm..... Faz... Mete... Mete gostoso....Ele entrava com seu pau e dizia pra mim: “- Rebola gostoso vai, gata... Minha putinha gostosaaa... Que delicia vem tesão...Vemmmm... ”
Ele gemia e dizia:”- Vou gozar e começou a me cavalgar muito rápido e gemer alto até gozamos os dois, nunca havia gozado tanto pelo cuzinho, deu um tempinho, ele ainda tava louco por mim e começou a passar a mão nas minhas coxas sedento e me colocou de joelhos em cima da mesa da suite, começou a chupar minha buceta e eu abri toda ela pra ele e segurei sua cabeça e dizia pra ele : “- Chupaaa... Gostosoooo.... Seu safadooo... Chupa, chupa, chupa tuddddooooo.... Que delicia de língua vc temmmmm... meu lindo....”
Ele ficou uns 30 minutos só me chupando de tudo que era jeito e maneiras, em pé , na cama sentada, na cama deitada com uma das pernas levantadas, e eu gozava alucinada e comecei a punhetar rapidamente meu macho e engoli sua porra todinha... Chupei seu pau até ficar mole...Foi uma trepada atrás da outra durante a noite inteira, nos esbaldamos na nossa primeira transa, e nós agora nos vemos todos os finais de semana, nos acabamos em trepadas gostosas em motéis maravilhosos que ele faz questão de me proporcionar, ele diz que pra putinha dele tem que ser sempre o melhor! Ele é demais!
Márcia Valéria
Ele me mordia o pescoço , tirei a saia, ele me arrancou a calcinha, me bolinava os peitos, fazia voltinhas devagar em meus biquinhos rijos, loucos de tanto desejo, os dois molhados, pingando...Ele então colocou de uma só vez na minha buceta encharcada, quando senti entrar, fui gozando como uma fêmea faminta e ele segurou um pouco e olhou no meu rosto, sentiu meus tremores, ele empurrou com força até o talo, eu gemia alto, salivava de tanto prazer ...Ele me vendo daquele jeito maluca, tesa, aberta, devassa, foi ficando louco de tesão me segurou na cintura e começou um entra e sai rápido e com muita força que eu não conseguia nem respirar de tanto fogo...Ele socava muito, trocou e foi na minha bunda ...Que sensação deliciosaaaa.... Ele sentou na cama e eu cavalguei ele gostoso, como louca, e eu dizia: “- Isso lindooooo....Faz assimmmm..... Faz... Mete... Mete gostoso....Ele entrava com seu pau e dizia pra mim: “- Rebola gostoso vai, gata... Minha putinha gostosaaa... Que delicia vem tesão...Vemmmm... ”
Ele gemia e dizia:”- Vou gozar e começou a me cavalgar muito rápido e gemer alto até gozamos os dois, nunca havia gozado tanto pelo cuzinho, deu um tempinho, ele ainda tava louco por mim e começou a passar a mão nas minhas coxas sedento e me colocou de joelhos em cima da mesa da suite, começou a chupar minha buceta e eu abri toda ela pra ele e segurei sua cabeça e dizia pra ele : “- Chupaaa... Gostosoooo.... Seu safadooo... Chupa, chupa, chupa tuddddooooo.... Que delicia de língua vc temmmmm... meu lindo....”
Ele ficou uns 30 minutos só me chupando de tudo que era jeito e maneiras, em pé , na cama sentada, na cama deitada com uma das pernas levantadas, e eu gozava alucinada e comecei a punhetar rapidamente meu macho e engoli sua porra todinha... Chupei seu pau até ficar mole...Foi uma trepada atrás da outra durante a noite inteira, nos esbaldamos na nossa primeira transa, e nós agora nos vemos todos os finais de semana, nos acabamos em trepadas gostosas em motéis maravilhosos que ele faz questão de me proporcionar, ele diz que pra putinha dele tem que ser sempre o melhor! Ele é demais!
Márcia Valéria
segunda-feira, 2 de junho de 2008
Entre o calor das tuas pernas






Entre o calor da tuas pernas
(...)
a rosa dos meus desejos.
(...)
que me inundam o corpo
com milhões de riachos prateados
Entre o calor das tuas pernas
desabrocha muda e esperançosa
a rosa dos meus desejos.
Por ela vivo uma ânsia profunda
de ver chegar o dia
em que me deliciarei diluído
no seu aroma inebriante.
E nesse dia,
milhões de forças gritantes
percorrerão o meu sangue
e galgarei sobre a montanha sagrada
abrindo trilhos por entre o mar de flores
penetrarei embriagado
nas cavernas negras e alagadas
de paredes desejosas
e descarregarei
todo o meu furor bastante
sobre os recantos mais profundos
dos subterrâneos conquistados
do jardim afrodisíaco
E entãoregressarei flácido mas ressuscitado
e sobre a montanha sagrada
dormirei um sonho profundo!
Amadeu Kazunde
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