sábado, 5 de julho de 2008

desliza em meu ventre







E então, abro as pernas, amor meu,
e enlaço-te a mim.
Você, meu ímpeto absoluto,
e eu, inebriada pela tua saliva,
entrego-me, enfim.
Agora, teus lábios são minha pele
e minha vontade por ti
é teu ensejo.
Agora, meu corpo é teu sexo
e tua sede de mim
é meu desejo.
Tua língua lasciva, quente,
desliza em meu ventre
e procura abrigo ao sul...
Eu, em tempestade,
esqueço-me por entre seus lábios;
enredo-me por entre seus dentes;
espalho-me por entre seus beijos;
escorro-me pelo teu rosto quente.
Há essa (minha) febre da tua boca...
...esse átrio infinito,
meu portal bendito,
onde deliciosamente me perco
tentando encontrar-te;
onde encontro-me
soberano meu, a amar-te.
Ah... essa tua incontestável fome de mim,
nesse teu beijar desejado.
Os teus lábios nos meus...
E a minha boca
parindo esse grito tão esperado.
...!



Elise

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