







Tua boca se abre e eu delinqüesço e me enrosco víbora aderente ao redor do teu corpo, me embrenho lânguida pelos sulcos da tua pele, sugo faminta todos os teus sucos e sumos, te lambo, te chupo, te mordo, te impregno de saliva e imploro tuas mãos, teus músculos, tua fome de saciar a minha fome das tuas texturas, das tuas ternuras, da tua voragem. Me refaço um bicho de tentáculos e asas, de presas e garras, de cio e ardências delicadas que florescem entre teus dedos, para a tua língua, sob teus lábios.
Ticcia
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